Arquivo do autor:Cauane Maia

Sobre Cauane Maia

Feminista negra Interseccional, soteropaulistana, percussionista das Cores de Aidê, integrante do Coletivo Negro 4P: Poder Para o Povo Preto, candomblecista, mestranda em antropologia social, bacharel em administração, graduanda em economia.

Tossir as dores, cuspir os temores

Em 2002, no dia 02 de fevereiro, fui diagnosticada com tuberculose, foi um grande susto! Tudo aconteceu muito rápido e um dia antes eu tive hemoptises que minha mãe julgava não ser nada de muito grave, então acordei cedo e … Continuar lendo

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Silêncio Diplomado

A academia quer que lhe preste vassalagem, através da sua arrogante sabedoria que ironiza a minha capacidade intelectual, querendo limar a minha altivez e segurança. Brinca com minha autoestima e, muitas vezes, lhe deixo acreditar que tem o controle desse … Continuar lendo

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Cidade Mãe

Minha relação com ela é intensa, visceral, passional. Nos amamos, mesmo distante, até porque foi estar longe que nos aproximou e me fez reconhecer a magia do seu cheiro, sua beleza colorida e o som emanado despretensiosamente como um verdadeiro … Continuar lendo

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Negro cor de sangue

Não se faz necessário o resgate histórico do derramamento de sangue negro ao longo do tempo, pois é preferível fazer as constatações dos dias atuais para reflexão daqueles que ignoram, por comodidade, ingenuidade ou miopia, e para os que evidenciam … Continuar lendo

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Reticências

Geralmente utilizado para indicar a suspensão ou interrupção de um pensamento, continuidade de um ato ou fato e também para representar, na escrita, hesitação em uma fala. E com a aproximação de 2015 percebi as inúmeras reticências que me acometeram, e utilizo-a no sentido de … Continuar lendo

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Por um segundo a eternidade

Encontrei meus melhores tons, descobri aromas mais interessantes, percebi as cores que inebriam, os sons que hipnotizam, o afago que adormece e traz a paz. E veio tudo assim, junto contigo e esse amor tão puro que me faz querer … Continuar lendo

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O silêncio do oprimido

O silêncio dos meus antepassados diante de piadas racistas nunca significou aceitação, mas sim impotência diante da opressão. Para evitar os açoites, a fome, a miséria, a morte foi necessário calar, mas hoje nada mais nos calará.

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